Subi um lance de escadas e estava na sala 1. Na tela, imensa, um filme
hetero. Esperei um tempo os olhos se acostumarem, pois não tinha
intenção alguma em trombar em quem quer que fosse. Logo notei alguns
caras por lá, alguns sentados, a maioria sozinhos, ninguém se aproximou
para me abordar. Ótimo!
Me dirigi aos fundos, no que imaginei ser o caminho para a Sala 2. Era
mesmo, muito pequena, muito iluminada, todo mundo se enxergando (e só
caras), muitos sentados lado a lado... não era o que eu queria.
Atravessei esta sala, virei a esquerda, para subir mais um lance de
degraus... a direita um banheiro, e pela porta aberta uma trans com
ummicro-shortinho retocava a maquiagem... caraca!
Continuei subindo, rumo a entrada da sala. Na porta mais duas trans, em
roupas sumárias, não especialmente gatas, mas uma delas tinha uma bunda
que era um negócio... pulava do shortinho...
Parei junto a porta, e uma veio conversar comigo, perguntando, com voz
aveludada, se eu queria gozar... eu acabará de chegar, queria ver mais,
sacar o ambiente. Agradeci, e segui adiante.
Estacionei junto a uma parede, próximo a tela, e fiquei observando: um
lugar muito escuro, um filme hetero na tela (não era para ser
travesti?), e na sala trans circulando, homens parados, e, alguns pontos
pareciam haver pessoas juntas...
O filme na tela, o som da sacanagem do filme, e a escuridão e o relativo
silêncio da sala, as trans circulando, abordando um ou outro, o cheiro
de mofo... o lugar todo poderia ser marcado com letras garrafais: SEXO
SUJO E GOSTOSO!
Acompanhantes Florianopolis, SC